Chamada de Trabalhos

Desde a 1ª edição do JDM, em 2012, os acessos aos sites de notícias a partir de dispositivos móveis têm vindo sempre a crescer, sendo hoje indiscutível que o futuro do jornalismo passa por estes pequenos aparelhos omnipresentes no nosso quotidiano. Com ligação à internet, alto poder de processamento, capacidades multimédia, vários tipos de sensores e milhares de aplicações para quase todas as finalidades, os smartphones são uma ferramenta importante no processo de produção de notícias, mas sobretudo uma plataforma fundamental no consumo de informação na atual sociedade acelerada pela digitalização.

O objetivo do jornalismo é estar onde está o seu público porque só assim a notícia cumpre a sua finalidade: informar. O facto de existirem meios de comunicação social não garante coisa nenhuma se o produto final – a informação – não chegar ao destino. Para além de nenhum produto sobreviver sem consumidores, no caso do jornalismo acresce o facto da sua missão de vigilância sobre o funcionamento das sociedades perder o sentido se os cidadãos deixarem de ler/ver/ouvir notícias.

No modelo tradicional de distribuição de notícias, o público procurava as notícias dentro de uma oferta finita e com alguma estabilidade. Com a multiplicação de fontes informativas e a emergência destes canais pessoais de informação, nomeadamente os smartphones,  os media passaram a ter a necessidade de procurarem público recorrendo, por exemplo, às tecnologias push. Isto provocou uma mudança radical no ecossistema mediático, com os dispositivos móveis a ganharem um lugar central no fluxo informativo.

O JDM, cujas origens remontam a um Encontro da Montanha realizado em 2009, tem procurado a cada dois anos analisar o estado deste ecossistema mediático caracterizado por uma receção móvel e pessoal. A análise é feita em múltiplas vertentes havendo nesta edição cinco mesas:

Mesa 1: Os dispositivos móveis como ferramenta de produção
[Estudos sobre a utilização dos smartphones no contexto da recolha e tratamento de informação (MoJo)]

Mesa 2: Os dispositivos móveis como plataforma de consumo de notícias
[Estudos sobre a receção de conteúdos em dispositivos móveis]

Mesa 3: Novas narrativas jornalísticas para dispositivos móveis
[Estudos sobre novos formatos específicos para tablets ou smartphones]

Mesa 4: Modelos económicos em jornalismo para dispositivos móveis
[Estudos de caso sobre iniciativas de monetização de conteúdos]

Mesa 5: Jornalismo appificado
[Estudos de caso sobre apps jornalísticas]

Para cada mesa serão selecionadas as três propostas com melhor avaliação atribuída por três júris no sistema blind review. As propostas que não se enquadrem em nenhuma das mesas, ou que não sejam enviadas no formato JDM, serão excluídas.

 

Funcionamento das mesas

Nesta quarta edição do JDM o formato sofre uma pequena alteração que visa privilegiar a discussão entre os participantes. Assim, as comunicações aprovadas em cada mesa serão distribuídas pelos três participantes, funcionando a mesa da seguinte forma: cada participante tem 15 minutos para a presentar o seu trabalho, 5 minutos para colocar questões a outro participante da mesa (escolhido por sorteio) e 10 minutos para responder às perguntas que lhe forem colocadas.

 

Datas importantes

Entrega de propostas (textos completos): até 30 de Junho de 2018
Aceitação: 25 Julho de 2018
E-mail para envio: jdm@labcom.ubi.pt

(Após o congresso os autores terão quatro semanas para apresentar a versão final)

PREÇOS

- Inscrição com apresentação de texto: 100 euros (A inscrição inclui dois almoços)
- Inscrição sem texto: grátis, mas com inscrição obrigatória (certificado)

Notas finais
-
Os textos devem ser enviados no formato JDM, podendo ser redigidos em português, espanhol ou inglês.
- Serão atribuídos prémios aos textos melhor pontuados pelo júri (1º: diploma e 250€; 2º Diploma e 100€; 3º Diploma e 50€)
- Todos os textos serão publicados em livro a editar nos Livros Labcom

 

COMISSÃO ORGANIZADORA

 João Canavilhas, Catarina Rodrigues e Fábio Giacomelli


COMISSÃO CIENTÍFICA

Anabela Gradim, Fernando Zamith, Helder Bastos, Helder Prior, Inês Aroso, José Ricardo Carvalheiro, Luís Santos, Nuno Francisco